Polícia Federal rouba equipamentos da Rádio Várzea

Agora há poucos instantes, duas viaturas da Polícia Federal, com alguns agentes, chegaram com a truculência habitual (adquirida após duros meses de treinamento específico) e desmantelaram, roubaram, o equipamento da Rádio Livre Várzea do rio Pinheiros, em São Paulo. Deixaram também alguns danos materiais em propriedades do Estado, em seu intento de rapidamente roubar o equipamento presente na salinha.

Denuncio a ação criminosa e anti-constitucional exercida por este grupo de agentes federais. Em ano de eleição, um ano peculiar, onde muitas pessoas estão colocando em xeque as instituições públiclas e o próprio pacto social a que nos submeteram, a nossa reveli, uma ação dessa mostra o perigo que representamos à ordem social burguesa.

A organização do Estado, em suas mais variadas instâncias, o política de "democracia" representativa, que representa apenas os interesses de quem possuí mais dinheiro (nem sequer representa o capital, como deveria ser uma democracia burguesa) estão completamente desacreditadas pela sociedade. Agimos como uma Rádio Livre nesse sentido. Propagamos uma reflexão sobre este modelo "democrático" que nos fazem engolir goela abaixo a cada dois anos, nas eleições, e todo dia, quando roubam o direito de morar, ter saúde, comida, educação, felicidade, de todas as pessoas que não são detentoras dos meios de produção ou de geração de riquezas neste país de instituições tão arcaicas.

Não aceitamos o monopólio do direito de falar, de pensar, de dizer verdades, de só nos permitirem escutá-las. Não aceitamos esse pacto social a que nos submeteram. E se enganam os levianos que acham que, roubando, ou melhor, furtando, na surdina, numa ação covarde, os equipamentos que nos permitem atingir nossos anceios, iremos nos calar. Encaramos isso como uma mera provocação, um ato a mais no longo cabo de guerra entre nós e vocês. Já demos alguns olés na turma da PF, e agora recebemos um drible. Mas o jogo está apenas começando. A inquietação da população simples do campo, sem-terras, dos desempregados humildes das cidades, sem-tetos, começa a crescer significativamente.

A resposta das polícias aos ataques das milícias informais do Estado Pararelo (o crime desorganizado), de chacinar trabalhadores pobres, miseráveis, inocentes, nas periferias, mostra o desespero que toma conta de quem tem e não divide, dos traidores burgueses e aristocratas brasileiros, os entreguistas. Seus dias estão contados, e seu fim se aproxima.

Não nos calaremos. Nos esperem no próximo round dessa luta, pois estamos longe de seu fim. Nosso dia de glóris se aproxima cada vez mais. O regozijo dos trabalhadores é inevitável, somos a maioria.

http://www.midiaindependente.org/pt/green/2006/08/359016.shtml

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Editorial no Centro de Mídia Independente

Polícia Federal apreende equipamentos da Rádio Livre Várzea do Rio Pinheiros
http://www.midiaindependente.org/pt/green/2006/08/359022.shtml

PF rouba equipamentos da Rádio Livre Várzea do Rio Pinheiros

Recebi outra versão desse texto:

"Agora há poucos instantes, 9 da manhã do dia 2 de agosto de 2006, alguns agentes da Polícia Federal em duas viaturas da Polícia Federal chegaram com a habitual truculência policial e tentaram desmantelar mais de quatro anos de empenho dos estudantes e da comunidade USP, surrupiando os equipamentos da Rádio Livre Várzea do rio Pinheiros.

Nossos olhos só puderam acompanhar de longe o furto e danos materiais exercido por eles nas propriedades do povo e universidade, em seu intento de rapidamente roubar os equipamentos presentes em nossa salinha e de cercear a voz, a pesquisa e a autonomia da universidade pública e gratuita.

Denunciamos a ação criminosa e anti-constitucional exercida por este grupo de agentes federais. É ano de eleição, ano peculiar, onde muitas pessoas estão colocando em xeque as instituições públicas e o próprio pacto social a que nos submeteram, à nossa revelia. Uma ação dessa mostra o perigo que representamos à ordem social burguesa. A organização do Estado, em suas mais variadas instâncias, sua política de "democracia" representativa, que representa apenas os interesses dos que possuem mais dinheiro estão completamente desacreditadas pela sociedade.

Nós, agimos como uma Rádio Livre, porque, em contrapartida, propagamos uma reflexão sobre este modelo "democrático" que nos fazem engolir goela abaixo a cada dois anos. E porque não nos calamos no dia-a-dia, quando nos roubam o direito de morar, ter saúde, comida, educação, e felicidade de todas as pessoas que não detém os meios de produção ou o domínio dos processos de geração de riquezas. Não nos calaremos neste país de instituições tão arcaicas. Não aceitamos o monopólio do direito de falar, de pensar, de dizer verdades e de ouvi-las, quando só querem nos permitir escutar uma única verdade, a verdade deles.

E é por isso que não aceitaremos esse pacto social a que nos submeteram. E se enganam os levianos que acham que, roubando, ou melhor, furtando, na surdina, numa ação covarde, os equipamentos que nos permitem atingir nossos anceios, e que iremos nos calar. Encaramos isso como uma mera provocação, mais um ato covarde em que os juízes desta partida não quiseram ver e que as cameras teimam em esconder. Nós, que já demos alguns olés na turma da PF, e agora recebemos um drible. Mas o jogo está apenas começando.

Enquanto nós vemos a inquietação da população simples do campo, sem-terras, dos desempregados humildes das cidades, sem-tetos, crescendo significativamente. Eles se desesperam em suas respostas aos ataques das milícias informais do Estado Pararelo (o crime "organizado") e chacinam trabalhadores pobres, miseráveis, inocentes, nas periferias. Este é o desespero que toma conta dos que tem e não sabem dividir, traidores burgueses e aristocrátas brasileiros, meros entreguistas e seus cães de
guarda.

Vamos lembrar que ainda não acabou o primeiro tempo e que estamos longe do fim do jogo. Nossos dias de glórias se aproximam cada vez mais. O regozijo dos trabalhadores é inevitável, somos a maioria."