Free Press lança campanha de apoio às rádios de baixa-potência nos EUA

A Free Press, organização não-governamental norte-americana que trabalha para o crescimento da participação pública nos debates políticos sobre mídia, lançou nos Estados Unidos uma campanha de apoio às rádios de baixa-potência, ou low-power FMs (LPFMs) na designação em inglês, no momento em que a Comissão Federal de Comunicações (FCC) abriu uma consulta pública para alterar as normas que regem estas estações. As emissoras comunitárias de rádio dos EUA surgiram em 2000 para "criar oportunidade de novas vozes nas ondas sonoras". De lá para cá, de acordo com dados do LPFM Database, das 1.021 rádios instaladas apenas 682 estão no ar.

Em parte, a lentidão no processo se dá pelas mesmas razões que emperram o desenvolvimento deste segmento de emissoras no Brasil: excesso de burocracia e pressão das rádios comerciais. De acordo com a Free Press, no mesmo momento em que a legislação das LPFMs foi aprovada pela FCC o Congresso dos EUA impôs regras que obrigam as organizações sem fins lucrativos que se candidatarem a operar estas estações a encontrar freqüências afastadas de onde estão alocados os radiodifusores de alta potência. Segundo o presidente da ONG, Robert McChesney, a campanha da Free Press pretende mobilizar a sociedade para pressionar a FCC a garantir suporte e proteção às LPFMs.

Ao mesmo tempo, os militantes pela democratização das comunicações dos EUA estão se mobilizando para pedir apoio dos parlamentares ao Local Community Radio Act, projeto de lei recentemente apresentado por três senadores (John McCain, Maria Cantwell e Patrick Leahy) que tenta reduzir os obstáculos para aumentar o número de rádios comunitárias em operação. Assim como as emissoras comunitárias brasileiras, as estações de baixa-potência dos EUA são voltadas à geração de informação local – normalmente ignorada pela grande mídia -, operam com potência entre 10 e 100 watts e têm um alcance de poucos quilômetros. E, assim como por aqui, enfrentam o mesmo boicote pelas emissoras comerciais. Para participar da campanha, dê seu apoio clicando aqui.

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