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Rádio Digital
Sobre a digitalização do espectro.
De forma surpreendente, a discussão sobre o padrão de Rádio Digital Brasileiro, que foi propositalmente esquecida pela grande mídia (sempre enviesada no sentido de garantir benefícios próprios, apoiadores do HD Radio), esquentou muito nas últimas semanas, graças a ativistas pró DRM (Digital Radio Mondiale) que de forma relativamente isolada começaram um grande movimento para a escolha de um padrão decente para o rádio brasileiro.
A situação ganhou um carater de disputa direta quando o CEO da Ibiquity, Robert Struble, lançou uma "Carta aberta aos nossos amigos brasileiros", que foi respondida por Michel Penneroux, também do alto escalão do consórcio DRM, que por sua vez foi respondida por John Schneider, mais um do alto escalão da Ibiquity. A Thomson, empresa integrante do consórcio DRM também tomou partido nesses últimos dias.
Os textos da disputa podem ser lidos aqui:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/02/464394.shtml
Oi Pessoal,
Coloco aqui um pequeno guia para receber Rádio Digital em OM e OC.
Como os receptores DRM ainda são caros e somente estarão disponíveis no mercado por um preço acessível em 2011, apresento aqui uma solução de qualidade superior, custo relativamente acessível e ampla flexibilidade (usando SDR - Software Defined Radio).
Como receptor de rádio, recomendo o K-PO WR2100, um rádio portátil, de dupla conversão, PLL, com uma antena telescópica grande que permite que você receba rádios em Ondas Curtas com uma qualidade muito boa, antena de ferrite, que permite recepção em OM com uma boa qualidade também, além de recepção FM mono ou estéreo selecionável, ganho de RF, e vários outros recursos, sendo que o mais importante para se receber rádio digital, é a saída de FI (Frequencia Intermédiária) em 455kHz.
Com o Rádio Digital, o já antigo uso (mais de 80 anos) da faixa de OC (Ondas Curtas) pode ganhar nova vida. Para os que ouvem Ondas Curtas, estamos acostumados aos efeitos do desvanecimento e dos constantes xiados que acontecem na recepção AM na faixa de Ondas Curtas. Ao mesmo tempo que estamos acostumados a ouvir rádios em linguas que jamais imaginamos em escutar, rádios do leste europeu, rádios em árabe, a Rádio Habana Cuba, Rádio Nacional da Amazônia, BBC World Service, Rádios daqui do lado em espanhol e assim por diante.
Ao mesmo tempo que propicia que transmissões sejam ouvidas em locais muitos distantes, o som que chega ao ouvido do ouvinte muitas vezes tem uma qualidade sofrível, e este fato levou hoje a faixa de Ondas Curtas quase ao esquecimento, com uma diminuição do número de rádios e ouvintes dessa fantástica banda de transmissão.
As faixas para broadcast de rádio no Brasil:
A faixa de OM (canalização de 10kHz):
535 - 1605 kHz
As faixas de OT (canalização de 10kHz):
2300 - 2495 kHz (faixa de 120m)
3200 - 3400 kHz (faixa de 3Mhz ou 90m)
4750 - 4995 kHz (faixa de 5Mhz ou 60m)
5005 - 5060 kHz (faixa de 5Mhz ou 60m)
As faixas de OC (canalização de 5kHz):
5950 - 6200 kHz (faixa de 6Mhz ou 49m)
9500 - 9775 kHz (faixa de 10Mhz ou 31m)
11700 - 11975 kHz (faixa de 12Mhz ou 25m)
15100 - 15450 kHz (faixa de 15Mhz ou 19m)
17700 - 17900 kHz (faixa de 18Mhz ou 16m)
21450 - 21750 kHz (faixa de 22Mhz ou 13m)
25670 - 26100 kHz (faixa de 26Mhz ou 11m)
A faixa do FM em VHF (canalização de 200kHz):
87,4 - 108 MHz
Somente as faixas de Ondas Médias e de FM estão bastante ocupadas, e somente em algumas regiões populosas do Brasil...
Pessoal,
Estou lendo a tese de doutorado do Flávio Ferreira Lima, hoje no Ministério das Comunicações, e um dos principais responsáveis pelo estudo da digitalização no rádio no Brasil.
A tese é muito foda, e muito esclarecedora sobre como funcionam as intrigantes transmissões em Ondas Médias, Ondas Tropicais e Ondas Curtas, e é claro, sobre trasmissão digital de rádio nessas faixas de frequência.
http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_arquivos/19/TDE-2008-07-15T1...
Além é claro de recepção sem chiadeira indesejada, o rádio digital abre várias novas possibilidades de uso do meio que não existiam antes no rádio analógico.
Considerando a faixa de Ondas Curtas, faixa na qual somente o padrão DRM (Digital Radio Mondiale) funciona (então já o considerando como o padrão escolhido para Ondas Curtas), vamos tomar como exemplo a Rádio Nacional da Amazônia, que é uma rádio que cobre aproximadamente 2/3 de todo o território nacional, além de partes da América do Sul, usando duas frequencias em ondas curtas (11.780 kHz e 6.185kHz).
Muitas das regiões de alcance dessa rádio tem pouca infraestrutura de comunicações (muitas regiões amazônicas, por exemplo), sendo que o único meio de comunicação disponível são as rádios de ondas curtas.
Um dos serviços que o DRM possibilita é o envio de textos e imagens, ampliando muito o conteúdo que pode ser distribuído.
Oi Pessoal,
Venho escrever esse texto devido a urgência de se discutir esse tema: a escolha do padrão de Rádio Digital a ser usado no Brasil.
Diferentemente do que aconteceu com a TV Digital, a escolha do padrão de Rádio Digital está sendo pouquíssimo discutida, e a hora é agora, porque de acordo com o site do Ministério das Comunicações, o padrão será definido em fevereiro:
http://www.mc.gov.br/governo-anuncia-sistema-de-radio-digital-ate-fevere...
O governo já havia decidido de antemão que não seriam alocadas novas faixas do espectro para o rádio digital (diferentemente de como aconteceu na Inglaterra e em vários lugares na Europa, por exemplo, onde o padrão DAB foi o escolhido), portanto, de acordo com essa escolha, existem dois padrões em jogo para a decisão: o HD Radio (High Definition Radio), norte americano, e o DRM (Digital Radio Mondiale), europeu.
O Estado de S. Paulo - SP*
05/01/2008 - 09:42
Tecnologia Escolha do padrão da rádio digital entra na fase decisiva
Testes com o padrão americano Iboc em São Paulo terão início na quinta-feira
Gerusa Marques
Na próxima quinta-feira, começa em São Paulo a fase final dos testes para a escolha do padrão de rádio digital que será utilizado no Brasil. Os testes, feitos pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), estão sendo feitos com o padrão americano Iboc. A idéia é fazer um relatório sobre as condições técnicas do sistema, como cobertura dos sinais e nível de interferências. O Instituto Mackenzie vai participar do processo. Participam desta etapa de avaliação a Rádio Globo (FM), a Rádio Cultura (AM) e a Rádio Bandeirantes (FM).
O governo quer ser parceiro da empresa norte-americana i-Biquity, detentora da tecnologia HD Radio, no desenvolvimento de um sistema de transmissão e recepção de rádio digital adaptado às particularidades brasileiras. O anúncio foi feito pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, em reunião, em Brasília, nesta quinta-feira (13 de dezembro), com representantes de 89 professores e pesquisadores ligados ao Núcleo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). A comissão, integrada pelos professores Luiz Artur Ferraretto, Nair Prata e Nélia Del Bianco, entregou ao ministro uma carta com propostas de parâmetros científicos para a adoção de uma tecnologia digital para o rádio. O encontro foi intermediado pelo secretário de Telecomunicações, Roberto Martins.
"Brasília - Nas próximas semanas, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai enviar a duas ou três emissoras de rádio escolhidas a metodologia criada para a realização de testes com os sistemas de rádio digital."
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/10/07/materia.2007-10-07.7...
gente para escutar a minha radio vc pressisa ter o winamp se vc nao tem vc acha ele nesse site :
www.baixaki.com.br
nao tem virus !!!!!!!!!
ai quando vc tiver ele vc vai ter uma lista para vc colocar as musicas en vai ter um butaozinho no canto escrito add
ai vc clica nele e depois vc clica ne add url ai vc coloca la esse
endereço:http://200.223.157.186 : 8000 e sovc copiar daqui
naminha radio sempre vai ta falando pra vc esta mandando um email para a radio pedindo pra aradio dar 20 musicas ai vc envia e a radio manda pra vc as 20 musicas gratutamente a e se vc quer divulgar o seu site e so mandar o site por email para a radio com o seu nome e tudo gratuitoooo!!
tavendo entao nao perca tempo e escute a radio!!
o email da radio sera passa quando a radio estiver executando!!
locutor >>leonardo<< a pra a radio saberque vc viu a msg aqui na radio livre mande um email de cofirmaçao e pra mais imfomaçoes!!!
email leonardo.boasorte@hotmail.com
Rapaziada, sou dj de uma web radio com o foco voltado a dance music, estamos a busca de parceiros para retransmissão dos nossos programas e por ventura para retransmissão de programas de outras web radios.
Se houver interesse, entrem em contato com henriquedj@hotmail.com
Nosso endereço é www.freestylemusic.mus.br
Abraços
Alo pessoal. Eu e um colega gostariamos de fazer uma radio, so que nao sabemos quais os primeiros passos a dar. Gostariamos de ter vossa ajuda. Anu peace
mail: anwar.gani@isutc.transcom.co.mz
Alo pessoal. Eu e um colega gostariamos de fazer uma radio, so que nao sabemos quais os primeiros passos a dar. Gostariamos de ter vossa ajuda. Anu peace
mail: anwar.gani@isutc.transcom.co.mz
assim kra eu tenho uma rede de web radios e queria colocar o maior numero de pessoas de outros cantos do brasil interagindo e fazendo programa aki na radio intende ? bom eu no começo da radio tinha o mesmo problema teu e só dah nesse caso tento um servidor de media, c tu te associa com agnt tu divide o servidor de midia entre nos intende ?
me responde no email ou fla conosco no msn: radiomixrs@hotmail.com
t+ velho
Radio rock13 araraquara sp
Eu estou a fazer tese de licenciatura com tema Digital Radio Mondiale, agradeco o favor de quem tiver material a fim enviar ou colaborar com: elton.sixpence@isutc.transcom.co.mz Obrigado.....
Queridos,
Estou fazendo um trabalho da faculdade, onde tenho que "criar" uma rádio de poste em uma estação rodoviária.
Alguém poderia me informar quais os procediementos para a abertura desta rádio? Quais os documentos necessários para abrir, as leis, quem souber, precisarei também da origem. Onde e quando surgiu?
Aguardo resposta com urgência.
Valeu!!!
Bjos
eu naum consigo fazer com q os outros escutem minha radio eles se conectam mas nao ouvem nada...
alguem pode me ajudar (to udando a radio do winamp)
Retirado do sítio Informação, Comunicação e a Sociedade do Conhecimento.
Esta página apresenta uma nova realidade possível em termos do uso comunitário do espectro eletromagnético. A transição é perfeitamente possível e provavelmente vai se deslanchar dentro de alguns anos. Suas consequências são poderosíssimas.
No centro da transformação está uma nova tecnologia, em elaboração, para a construção de transmissores e receptores de rádio (ou televisão) dotados de "inteligência", leia-se capazes de executar software.
Entre as consequências desta tecnologia estão:
- possibilidade do uso comunitário do espectro eletromagnético, sem a necessidade de regulamentações restringindo o acesso ao espectro
- número praticamente ilimitado de estações de rádio e televisão, irradiando em baixas energias
O projeto GNU tem desenvolvido há alguns anos o projeto GNU Radio, cujo objetivo é permitir a manipulação de sinais de radiofrequência por software, como por exemplo codificar e decodificar um sinal FM.
Usando o GNU Radio num hardware adicional, como por exemplo uma placa de som, é possível até a transmitir e receber certos sinais, dependendo é claro da taxa de amostragem e da faixa de frequência de operação do equipamento.
Há também um hardware genérico que pode ser conectado a um computador através da porta USB e que permite a transmissão e recepção de virtualmente qualquer padrão de comunicações em rádio frequência, de FM até os padrões de televisão digital. O design desse hardware genérico - que é conhecido como GNU Radio USRP (Universal Software Radio Peripheral) - está licenciado em copyleft, o que é o mais importante de tudo.
O custo da placa ainda é alto, mas não muito mais caro do ue um transmissor FM usado pelas rádios livres brasileiras.
Olá para todos, essa é a minha primeia mensagem na lista.
Na nossa rede local existe uma demanda crescente por acesso à rádio web. Anteriormente esse tipo de acesso era bloqueado por questões de restrições de banda. Atualmente, gostaríamos de liberar esse acesso, mas, pelo mesmo motivo anterior, gostaríamos de usar algum tipo de servidor proxy de streaming de áudio, que capturasse o fluxo de áudio de diversas rádios e o servisse internamente aos meus usuários. Em virtude da estabilidade e restrição de orçamento gostaria de usar software livre. Fiz alguns testes com o Icecast e ele me pareceu bastante promissor. O maior problema (motivo desse e-mail) é a diversidade de formatos de streaming de áudio encontrados, sendo o maior problema o streaming de áudio no formato RTSP. Não consegui um cliente para linux que convertesse esse streaming de áudio para um formado aceito pelo Icecast ou mesmo pelo VLC. Assim gostaria de saber se alguém já experimentou esse problema e possui alguma sugestão.
O artigo Roaming charges: Hot doggity -- it's HD radio! explica o funcionamento do padrão IBOC. Não é tão interessante quanto o texto do Takashi, claro :)
Sem debate, governo impõe padrão estadunidense (Iboc) e atinge duramente as rádios livres.
Por Bruno Zornitta e Raquel Junia (redacao arroba fazendomedia.com). Retirado de http://fazendomedia.com/novas/movimentos260206.htm.
A maneira como está sendo conduzido o processo de digitalização do rádio no Brasil aponta para um possível "cala-boca tecnológico" das rádios livres e comunitárias. Esse foi o alerta dos movimentos sociais na Audiência Pública sobre rádio digital, realizada na última quarta-feira, dia 22, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Os movimentos receiam que os testes que têm sido realizados com o padrão de rádio digital estadunidense Iboc (In-Band-On-Channel) façam parte de uma estratégia para tornar sua implantação no país um "fato consumado". A preocupação deve-se ao fato de que o Iboc reduz a capacidade de democratização do espectro de radiodifusão, dificultando o surgimento de novas emissoras.
Por Takashi Tome
A data: 25 de setembro de 2004, um ensolarado sábado na capital paulistana. O local: Museu da Imagem e do Som. O evento: Lançamento do livro “Rádio – Sintonia do Futuro”, de André Barbosa Filho, Ângelo Piovesan e Rosana Beneton, organizadores. A cena: Logo após a palestra dos autores, um rapaz lança uma pergunta sutil: “Se tudo – o rádio, a televisão – será digital, e se todos eles serão baseados em MPEG, o que irá diferenciar um do outro? Onde termina um e começa a outra?”
Pergunta capciosa. Merece reflexão. O rapaz tem razão. Num futuro próximo deveremos ter rádio e televisão digitais. O rádio digital não será mais o que é hoje, ou seja, um aparelhinho pra gente apenas ouvir. Ele poderá ter um pequeno display, onde poderemos ver o nome da música e do intérprete (convenhamos: Isso sempre fez falta. Quantas músicas bonitas, alegres ou tristes eu ouvi, e queria saber o nome da música ou do intérprete mas não deram, passou e nunca mais eu soube...). Bem, esse display poderá ser um pouco mais requintado e poderemos ver então a capa do CD (ops! quase digo “capa do disco”...) ou o que seria melhor: a cara do artista. Depois, na hora do noticiário, poderemos ver as fotos das notícias, como se fosse no jornal. Ou, então, até pequenos segmentos de vídeo, em baixa resolução, como, por exemplo, o repeteco do gol do timão. Goooooooooolllllll !!!!
Por Prof Adilson Cabral, Coordenador do Informativo Eletrônico SETE PONTOS
Enquanto as rádios comunitárias de todo o país se envolvem prioritariamente na preocupação mais do que pertinente de sua continuidade - visto que convivem, a cada dia, com a apreensão em terem seus equipamentos levados pela Polícia Federal e seus integrantes presos - outro duro golpe está sendo orquestrado em relação a sua continuidade no âmbito da adoção de uma nova tecnologia para o rádio digital.
Diante de outros sistemas disponíveis – conforme Takashi Tome nas edições 20 a 22 do SETE PONTOS – o Minicom está investindo no padrão americano IBOC (In-Band-on-Channel) e estimulando a realização de testes em rádios comerciais com a aprovação da ANATEL e o envolvimento das emissoras autorizadas até o momento, que deverão gastar de R$ 150 mil a R$ 200 mil com a adaptação.
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