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Blog de guile

Pegue sua panela, leve um lenço para fazer de mordaça, faça o seu cartaz, leve seu zine ou performance, ou apenas vá e grite! Tome a palavra!
As pulgas convidam para dois atos na quarta feira dia 28/09/2011. Às 12h um panelaço artístico no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, que depois deve se dirigir até a ANATEL do Rio de Janeiro. Às 21h outro ato no show de jazz que ocorre ao lado do Instituto.

A rádio Alternativa, 107,3 FM livre, localizada no campus da USP de São Carlos, vinha reativando o seu coletivo quando sofreu duas agressões: primeiramente a sua antena foi furtada por ordem da Coordenadoria do Campus da USP e, a partir da semana passada, passou a ser alvo de ataques do Centro Acadêmico Armando Sales de Oliveira (CAASO): parte de seus equipamentos, incluindo seu transmissor, foram confiscados pelo Centro (equipamentos que já foram resgatados pela Rádio), e três estudantes foram aleatória e covardemente "denunciados" à USP como sendo supostos "membros da Rádio". E tudo isso mesmo sem que estivessem transmitindo.

Contra leis criminosas,
ondas libertárias,
hordas libertárias,
erguem antenas,
transformam vozes que são armas,
por um mundo livre,
milhões de vozes no ar!

Após um ano e meio de ter sido fechada pela "tropa de choque do Partido Revolucionário Institucional (PRI)", a rádio Nnandia voltou a funcionar no dia 28 de fevereiro de 2008. Localizada no município indígena mazateco Mazatlán Villa de Flores, Oaxaca, México, a rádio foi concebida em 2002 durante a execução de um projeto comunitário de construção de uma escola de ensino médio indígena. A idéia era ter um veículo onde as/os alunas/os pudessem aplicar sua aprendizagem e difundí-la entre as comunidades. Em 2003 a rádio já estava no ar, e as comunidades logo começaram a lhe conferir novos usos, como enviar recados e pedir músicas.

Este ano a Flor de Tefé aconteceu durante a Assembléia da Associação Cultural dos Povos Indígenas do Médio Solimões e Afluentes (ACPIMSA), realizada nos dias 14 e 15 de novembro de 2007. Estiveram presentes na Assembléia 178 pessoas, entre as quais 15 tuxauas das etnias ticuna, kambeba, miranha, kokama e mayuruna. Estavam ainda as organizações indígenas OPIMSA, UNI-Tefé, OPIMIMSA e AEPIMSA; a FUNAI, FUNASA, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), SEDUC, SEMED, CIMI, CMI-Tefé e rádio Xibé.

Ainda na primeira gestão do presidente Lula, o Ministério dos Transportes, na gestão de Alfredo Nascimento, aprovou a liberação de verbas para a construção de um novo porto para a cidade de Tefé, de 72 mil habitantes, que fica no lago Tefé, próximo ao rio Solimões onde se pretende colocar a obra. Porém, o porto está para ser construído nos limites da área indígena da Barreira da Missão, a apenas 200 metros da primeira de suas 4 aldeias. A população não tinha sido consultada. Temendo-se o impacto e ameaças como alcoolismo, drogas, prostituição, invasão das terras e degradação do meio ambiente, a Associação Cultural dos Povos Indígenas do Médio Solimões e Afluentes (ACPIMSA), a União das Nações Indígenas de Tefé (UNI-Tefé), FUNAI, UEA, IBAMA, IDAM e Marinha procuraram debater com a população e buscar esclarecimentos.
Em 2006 a ACPIMSA, UNI-TEFÉ e FUNAI organizaram um movimento para embargar a construção da estrada de acesso ao porto através de um abaixo-assinado, que chegou nas mãos do governador do estado. Este acabou conseguindo um acordo com as lideranças das aldeias, se comprometendo a melhorar o desenvolvimento social, incluir as comunidades no programa luz para todos do Governo Federal, pavimentar as ruas, e ajudar no escoamento da produção. Apesar das promessas, muitos indígenas e entidades defendem ainda que todos permaneçam atentos aos riscos da situação.
Novo vídeo do CMI-Tefé:
http://www.youtube.com/watch?v=ox7QF08y2pk
Vídeo gravado no dia 11 de agosto, quando aconteceu a apresentação do CMI-Tefé, Rádio Xibé e dos projetos "Mídia e Cidadania", "Olhares de Tefé" (Universidade do Estado do Amazonas - UEA) e "Nova Cartografia Social da Amazônia" (coordenado por Alfredo Wagner da Universidade Federal do Amazonas, e realizada em Tefé pela UEA), todos eles voltados ao fortalecimento da voz, da cultura e do conhecimento popular, na Barreira da Missão, área indígena de Tefé. Após as apresentações e debates, os indígenas aprovaram as parcerias, que agora serão submetidas à aprovação da FUNAI.
A aproximação entre universidade, CMI-Tefé e aldeias começou no ano passado, quando lideranças indígenas foram convidadas a participar da Jornada de Seminários A Flor da Palavra em Tefé . Depois disso, a universidade foi convidada a levar projetos para as aldeias, acompanhada do CMI-Tefé que é parceiro do "Mídia e Cidadania".
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O que você acha sobre as rádios piratas, rádios que se dizem comunitárias mas tem uma potência maior do que a normal?
Sou contra mas era para ser mais fácil a regularização.
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Sou contra, tem que fechar.
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Sou a favor, pois é muito dificil a regularização.
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