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Panorama do Rádio Digital no Brasil, a partir de uma visão de rádio livreiro

Oi Pessoal,
Venho escrever esse texto devido a urgência de se discutir esse tema: a escolha do padrão de Rádio Digital a ser usado no Brasil.
Diferentemente do que aconteceu com a TV Digital, a escolha do padrão de Rádio Digital está sendo pouquíssimo discutida, e a hora é agora, porque de acordo com o site do Ministério das Comunicações, o padrão será definido em fevereiro:
http://www.mc.gov.br/governo-anuncia-sistema-de-radio-digital-ate-fevere...

O governo já havia decidido de antemão que não seriam alocadas novas faixas do espectro para o rádio digital (diferentemente de como aconteceu na Inglaterra e em vários lugares na Europa, por exemplo, onde o padrão DAB foi o escolhido), portanto, de acordo com essa escolha, existem dois padrões em jogo para a decisão: o HD Radio (Hybrid Digital Radio), norte americano, e o DRM (Digital Radio Mondiale), europeu.

O HD Radio é um padrão que foi desenvolvido por uma empresa chamado Ibiquity, é um padrão fechado, e possui taxas associadas a rolyalties e patentes muito superiores ao DRM.

O DRM é um padrão que foi desenvolvido por um consórcio de algumas das maiores empresas de comunicação do ramo (Radio France Internationale, TéléDiffusion de France, BBC World Service, Deutsche Welle, Voice of America, Telefunken - now Transradio and Thomcast -now Thomson SA), aliadas a rádios estatais (All India Radio, BBC World Service, Deutschlandradio, Radio Canada International, Deutsche Welle, Radio Netherlands Worldwide, RTÉ Radio (RTÉ), Radio Exterior de España, RAI, Kuwait Radio, Radio New Zealand International, Vatican Radio, Voice of Russia and Radio Romania International) e universidades e centros de pesquisa europeus (University of Kaiserslautern, Landeszentrale für Medien und Kommunikation), sendo que ele é um padrão aberto e possui implementações de referência tanto da modulação quanto da demodulação (Dream, Sodira, Spark) e dos codecs utilizados (faad2, libaacplus), além de utilizar menos banda que o HD Radio.

O HD Radio funciona nas faixas de Ondas Médias e VHF (FM), e o DRM funciona em todas as faixas de rádio, para broadcast, do espectro (OL, OM, OC e VHF). Os defensores do HD Radio defendem a adoção de um padrão hibrido para radio digital, no qual as faixas de OM e VHF usariam o HD Radio, e faixa de Ondas Curtas usaria o DRM. Essa escolha de um padrão hibrido é claramente ruim.

Para as rádios livres, na minha opinião, a escolha do governo de não alocar uma nova faixa de frequencia para o rádio digital foi boa, na medida em que jamais teríamos espaço num multiplex centralizado (no DAB um transmissor oficial emite várias rádios em conjunto), e também está claro que o DRM é de longe o padrão no qual teremos maior facilidade tecnica para transmitir num sitema digital.

O panorama atual é o seguinte: o Inmetro em conjunto com Anatel estão fazendo medições de recepção do rádio digital, algumas rádios estão testando o HD Radio, outras rádios estão testando o DRM, e os relatorios desses testes sendo entregues ao Ministerio das Comunicaçoes. O nosso ministro Hélio Costa afirmou que em fevereiro irá anunciar o padrão de rádio digital brasileiro ouvindo (somente?) os radiodifusores, mas como ainda estão ocorrendo testes do DRM, é esperado que o padrão seja anunciado somente em março.

Temos que bater o pé pelo DRM!!!