Rádio Digital

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Sobre a digitalização do espectro.

Retirado do sítio Informação, Comunicação e a Sociedade do Conhecimento.

Esta página apresenta uma nova realidade possível em termos do uso comunitário do espectro eletromagnético. A transição é perfeitamente possível e provavelmente vai se deslanchar dentro de alguns anos. Suas consequências são poderosíssimas.

No centro da transformação está uma nova tecnologia, em elaboração, para a construção de transmissores e receptores de rádio (ou televisão) dotados de "inteligência", leia-se capazes de executar software.

Entre as consequências desta tecnologia estão:

  • possibilidade do uso comunitário do espectro eletromagnético, sem a necessidade de regulamentações restringindo o acesso ao espectro
  • número praticamente ilimitado de estações de rádio e televisão, irradiando em baixas energias

O projeto GNU tem desenvolvido há alguns anos o projeto GNU Radio, cujo objetivo é permitir a manipulação de sinais de radiofrequência por software, como por exemplo codificar e decodificar um sinal FM.

Usando o GNU Radio num hardware adicional, como por exemplo uma placa de som, é possível até a transmitir e receber certos sinais, dependendo é claro da taxa de amostragem e da faixa de frequência de operação do equipamento.

Há também um hardware genérico que pode ser conectado a um computador através da porta USB e que permite a transmissão e recepção de virtualmente qualquer padrão de comunicações em rádio frequência, de FM até os padrões de televisão digital. O design desse hardware genérico - que é conhecido como GNU Radio USRP (Universal Software Radio Peripheral) - está licenciado em copyleft, o que é o mais importante de tudo.

O custo da placa ainda é alto, mas não muito mais caro do ue um transmissor FM usado pelas rádios livres brasileiras.

Olá para todos, essa é a minha primeia mensagem na lista.
Na nossa rede local existe uma demanda crescente por acesso à rádio web. Anteriormente esse tipo de acesso era bloqueado por questões de restrições de banda. Atualmente, gostaríamos de liberar esse acesso, mas, pelo mesmo motivo anterior, gostaríamos de usar algum tipo de servidor proxy de streaming de áudio, que capturasse o fluxo de áudio de diversas rádios e o servisse internamente aos meus usuários. Em virtude da estabilidade e restrição de orçamento gostaria de usar software livre. Fiz alguns testes com o Icecast e ele me pareceu bastante promissor. O maior problema (motivo desse e-mail) é a diversidade de formatos de streaming de áudio encontrados, sendo o maior problema o streaming de áudio no formato RTSP. Não consegui um cliente para linux que convertesse esse streaming de áudio para um formado aceito pelo Icecast ou mesmo pelo VLC. Assim gostaria de saber se alguém já experimentou esse problema e possui alguma sugestão.

O artigo Roaming charges: Hot doggity -- it's HD radio! explica o funcionamento do padrão IBOC. Não é tão interessante quanto o texto do Takashi, claro :)

Sem debate, governo impõe padrão estadunidense (Iboc) e atinge duramente as rádios livres.
Por Bruno Zornitta e Raquel Junia (redacao arroba fazendomedia.com). Retirado de http://fazendomedia.com/novas/movimentos260206.htm.

A maneira como está sendo conduzido o processo de digitalização do rádio no Brasil aponta para um possível "cala-boca tecnológico" das rádios livres e comunitárias. Esse foi o alerta dos movimentos sociais na Audiência Pública sobre rádio digital, realizada na última quarta-feira, dia 22, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Os movimentos receiam que os testes que têm sido realizados com o padrão de rádio digital estadunidense Iboc (In-Band-On-Channel) façam parte de uma estratégia para tornar sua implantação no país um "fato consumado". A preocupação deve-se ao fato de que o Iboc reduz a capacidade de democratização do espectro de radiodifusão, dificultando o surgimento de novas emissoras.

Por Takashi Tome

A data: 25 de setembro de 2004, um ensolarado sábado na capital paulistana. O local: Museu da Imagem e do Som. O evento: Lançamento do livro “Rádio – Sintonia do Futuro”, de André Barbosa Filho, Ângelo Piovesan e Rosana Beneton, organizadores. A cena: Logo após a palestra dos autores, um rapaz lança uma pergunta sutil: “Se tudo – o rádio, a televisão – será digital, e se todos eles serão baseados em MPEG, o que irá diferenciar um do outro? Onde termina um e começa a outra?”

Pergunta capciosa. Merece reflexão. O rapaz tem razão. Num futuro próximo deveremos ter rádio e televisão digitais. O rádio digital não será mais o que é hoje, ou seja, um aparelhinho pra gente apenas ouvir. Ele poderá ter um pequeno display, onde poderemos ver o nome da música e do intérprete (convenhamos: Isso sempre fez falta. Quantas músicas bonitas, alegres ou tristes eu ouvi, e queria saber o nome da música ou do intérprete mas não deram, passou e nunca mais eu soube...). Bem, esse display poderá ser um pouco mais requintado e poderemos ver então a capa do CD (ops! quase digo “capa do disco”...) ou o que seria melhor: a cara do artista. Depois, na hora do noticiário, poderemos ver as fotos das notícias, como se fosse no jornal. Ou, então, até pequenos segmentos de vídeo, em baixa resolução, como, por exemplo, o repeteco do gol do timão. Goooooooooolllllll !!!!

Por Prof Adilson Cabral, Coordenador do Informativo Eletrônico SETE PONTOS

Enquanto as rádios comunitárias de todo o país se envolvem prioritariamente na preocupação mais do que pertinente de sua continuidade - visto que convivem, a cada dia, com a apreensão em terem seus equipamentos levados pela Polícia Federal e seus integrantes presos - outro duro golpe está sendo orquestrado em relação a sua continuidade no âmbito da adoção de uma nova tecnologia para o rádio digital.

Diante de outros sistemas disponíveis – conforme Takashi Tome nas edições 20 a 22 do SETE PONTOS – o Minicom está investindo no padrão americano IBOC (In-Band-on-Channel) e estimulando a realização de testes em rádios comerciais com a aprovação da ANATEL e o envolvimento das emissoras autorizadas até o momento, que deverão gastar de R$ 150 mil a R$ 200 mil com a adaptação.

Por Prof. Adilson Cabral, Coordenador do Informativo Eletrônico SETE PONTOS

Os testes de transmissão em Rádio Digital estão em franco andamento. Até o momento, autorizados pela ANATEL, encontram-se 13 rádios comerciais testando o sistema americano IBOC (In-Band-on-Channel) e apenas a Radiobrás testando o sistema europeu DRM (Digital Radio Mondiale). A unanimidade entre as rádios comerciais em torno do IBOC passa a impressão de que a decisão do sistema a ser adotado pelo Brasil já está encaminhada e não haverá problemas em relação a sua implementação pelo governo, tendo sido inclusive anunciada pela mídia.

Por Claudia Abreu, jornalista

As diversas denúncias sobre as atitudes do ministro Hélio Costa em relação ao tema da implantação da radiodifusão digital e seu boicote à política de implementação do software livre pelo governo Lula deixaram militantes defensores da democratização da comunicação indignados. O evento “De Costas para Hélio Costa”, realizado no Rio de Janeiro e em São Paulo, foi uma mostra de que o tema podia e devia ser popularizado. Em todos os locais e entidades onde discutíamos o tema e a organização do ato, a solidariedade às reivindicações era imediata. Imediata também a percepção de que as pessoas estavam fora do debate porque consideravam os temas (rádio, tv digital e software livre) no âmbito da tecnologia, sem terem ainda atentado às questões políticas subliminares.

Texto de Takashi Tome [1], retirado do Boletim Sete Pontos número 21.

A tecnologia para o rádio digital adotada nos Estados Unidos é conhecida como IBOC (In-Band-On-Channel). O serviço em si passou por diversos nomes: primeiro foi o DARS (Digital Audio Radio Service); depois DAB (Digital Audio Broadcasting), "emprestado" dos europeus; e, mais recentemente, parece ter se estabilizado em HD Radio (High Definition Radio).

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