Rádio Digital

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Sobre a digitalização do espectro.

Mesmo com a comprovada inferioridade do padrão HD Radio (Iboc), da empresa americana Ibiquity, atestada por um relatório feito pelo Instituto Mackenzie, o lobby pró HD Radio ainda é forte.

Na mídia "MainStream" oque se lê é que ambos os padrões não atendem as necessidades brasileiras, ...., mas como assim?

Acompanhei os testes do DRM em São Paulo e de certa forma em todo o Brasil, e todos que o testaram reportaram grande sucesso! Na faixa do FM, os testes do DRM inclusive superaram as espectativas aumentando significativamente a área de cobertura da rádio quando comparada com o sinal analógico. Fora a grande gama de serviços que o DRM possibilita ser transmitida (como o DrTV - conhecido agora como Diveemo) e que o HD Radio não permite.

Por exemplo, em uma notícia do Estado de São Paulo:
http://blogs.estadao.com.br/renato-cruz/indefinicao-sobre-o-radio-digital/

de:
http://www.mc.gov.br/noticias-do-site/22493-governo-anuncia-criacao-do-s...

Governo anuncia criação do sistema de rádio digital brasileiro

No prazo de aproximadamente dois meses, o presidente Lula deverá decidir qual sistema será implantado no país

Brasília – O Ministério das Comunicações publicou portaria em que cria o Sistema Brasileiro de Rádio Digital e decidiu que o padrão tecnológico a ser adotado no país terá que contemplar com eficiência as transmissões em ondas médias e frequência modulada. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 31 de março.

PORTARIA No- 290, DE 30 DE MARÇO DE 2010

Institui o Sistema Brasileiro de Rádio Digital - SBRD e dá outras
providências.

O MINISTRO DE ESTADO DAS COMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe
confere o art. 87, parágrafo único, inciso IV, da Constituição, e
considerando o disposto no art. 27, inciso IV, alínea "b", da Lei no
10.683, de 27 de maio de 2003, resolve:

Art. 1o Fica instituído, por esta Portaria, o Sistema Brasileiro de
Rádio Digital - SBRD.
Art. 2o Para o serviço de radiodifusão sonora em Onda Média (OM) e em
Frequência Modulada (FM) deve ser adotado padrão que, além de contemplar
os objetivos de que trata o art. 3o, possibilite a operação eficiente em
ambas as modalidades do serviço.
Art. 3o O SBRD tem por finalidade alcançar, entre outros, alcançar os
seguintes objetivos:
I - promover a inclusão social, a diversidade cultural do País e a
língua pátria por meio do acesso à tecnologia digital, visando à
democratização da informação;

A chegada do Rádio Digital ao mundo levará, se depender da gente, a uma nova revolução das comunicações. Talvez algumas teorias de Brecht, Arlindo Machado, Guattari, minhas, nossas, irão se tornar realidade.

Com o rádio digital aliado as tecnologias de SDR (Software Defined Radio) é possível transmitir 0's e 1's pelas nossas rádios livres!

Sim, independer da Internet, telefone fixo e celular, dos satélites e fibras ópticas proprietárias é nosso objetivo. Essas são redes fechadas, proprietárias, enviesadas e...., não são nossas...

Podemos montar nossas rádios, tvs, redes de celular, infra estrutura de comunicação de longa distância - em vez de pagar R$200 para VIVO - paguemos para montar nossa própria infraestrutura - por que o espectro eletromagnético pertence somente as empresas e ao governo, se podemos nos organizar nós mesmos para nos comunicar? Espectro livre? Qualquer coisa diferente disso no contexto de evolução tecnológica do século 21 é censura, é 1984 hoje.

De forma surpreendente, a discussão sobre o padrão de Rádio Digital Brasileiro, que foi propositalmente esquecida pela grande mídia (sempre enviesada no sentido de garantir benefícios próprios, apoiadores do HD Radio), esquentou muito nas últimas semanas, graças a ativistas pró DRM (Digital Radio Mondiale) que de forma relativamente isolada começaram um grande movimento para a escolha de um padrão decente para o rádio brasileiro.

A situação ganhou um carater de disputa direta quando o CEO da Ibiquity, Robert Struble, lançou uma "Carta aberta aos nossos amigos brasileiros", que foi respondida por Michel Penneroux, também do alto escalão do consórcio DRM, que por sua vez foi respondida por John Schneider, mais um do alto escalão da Ibiquity. A Thomson, empresa integrante do consórcio DRM também tomou partido nesses últimos dias.

Os textos da disputa podem ser lidos aqui:

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/02/464394.shtml

Oi Pessoal,
Coloco aqui um pequeno guia para receber Rádio Digital DRM em OM e OC e VHF Banda II (Banda das atuais transmissões FM).

Para receber DRM30 (faixa de OM e OC) temos hoje duas opções: um receptor comercial, como o Morphy Richards 27024 que na Europa é possível se encontrar por menos de €130:
http://www.thiecom.de/index.php?sid=38a4fdf51499585d4aef3334ea0009bd&cl=...

Ou uma solução baseada em SDR (Software Defined Radio), que necessita além de receptor de um PC com uma boa placa de som.
Como solução SDR sugerimos o Pappradio, que foi feito tendo como objetivo a recepção DRM e pode ser comprado por menos de €70:
http://www.pappradio.de/

O Pappradio vai conectado à placa de som do computador.
No computador, é só executar o software Dream (roda em Windows e Linux):
http://drm.sourceforge.net/

Com o Rádio Digital, o já antigo uso (mais de 80 anos) da faixa de OC (Ondas Curtas) pode ganhar nova vida. Para os que ouvem Ondas Curtas, estamos acostumados aos efeitos do desvanecimento e dos constantes xiados que acontecem na recepção AM na faixa de Ondas Curtas. Ao mesmo tempo que estamos acostumados a ouvir rádios em linguas que jamais imaginamos em escutar, rádios do leste europeu, rádios em árabe, a Rádio Habana Cuba, Rádio Nacional da Amazônia, BBC World Service, Rádios daqui do lado em espanhol e assim por diante.

Ao mesmo tempo que propicia que transmissões sejam ouvidas em locais muitos distantes, o som que chega ao ouvido do ouvinte muitas vezes tem uma qualidade sofrível, e este fato levou hoje a faixa de Ondas Curtas quase ao esquecimento, com uma diminuição do número de rádios e ouvintes dessa fantástica banda de transmissão.

As faixas para broadcast de rádio no Brasil:

A faixa de OM (canalização de 10kHz):
535 - 1605 kHz

As faixas de OT (canalização de 10kHz):

2300 - 2495 kHz (faixa de 120m)
3200 - 3400 kHz (faixa de 3Mhz ou 90m)
4750 - 4995 kHz (faixa de 5Mhz ou 60m)
5005 - 5060 kHz (faixa de 5Mhz ou 60m)

As faixas de OC (canalização de 5kHz):

5950 - 6200 kHz (faixa de 6Mhz ou 49m)
9500 - 9775 kHz (faixa de 10Mhz ou 31m)
11700 - 11975 kHz (faixa de 12Mhz ou 25m)
15100 - 15450 kHz (faixa de 15Mhz ou 19m)
17700 - 17900 kHz (faixa de 18Mhz ou 16m)
21450 - 21750 kHz (faixa de 22Mhz ou 13m)
25670 - 26100 kHz (faixa de 26Mhz ou 11m)

A faixa do FM em VHF (canalização de 200kHz):
87,4 - 108 MHz

Somente as faixas de Ondas Médias e de FM estão bastante ocupadas, e somente em algumas regiões populosas do Brasil...

Pessoal,

Estou lendo a tese de doutorado do Flávio Ferreira Lima, hoje no Ministério das Comunicações, e um dos principais responsáveis pelo estudo da digitalização no rádio no Brasil.

A tese é muito foda, e muito esclarecedora sobre como funcionam as intrigantes transmissões em Ondas Médias, Ondas Tropicais e Ondas Curtas, e é claro, sobre trasmissão digital de rádio nessas faixas de frequência.

http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_arquivos/19/TDE-2008-07-15T1...

Além é claro de recepção sem chiadeira indesejada, o rádio digital abre várias novas possibilidades de uso do meio que não existiam antes no rádio analógico.

Considerando a faixa de Ondas Curtas, faixa na qual somente o padrão DRM (Digital Radio Mondiale) funciona (então já o considerando como o padrão escolhido para Ondas Curtas), vamos tomar como exemplo a Rádio Nacional da Amazônia, que é uma rádio que cobre aproximadamente 2/3 de todo o território nacional, além de partes da América do Sul, usando duas frequencias em ondas curtas (11.780 kHz e 6.185kHz).

Muitas das regiões de alcance dessa rádio tem pouca infraestrutura de comunicações (muitas regiões amazônicas, por exemplo), sendo que o único meio de comunicação disponível são as rádios de ondas curtas.
Um dos serviços que o DRM possibilita é o envio de textos e imagens, ampliando muito o conteúdo que pode ser distribuído.

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